Durante muitos anos lecionei por “vocação”, mas ultimamente fui readaptado pelo Estado e pelo Município de Icapuí. Não sei bem o que pesou na minha decisão, o peso da idade ou as condições que se encontra hoje a escola pública. Diante do pensamento socrático “só sei que nada sei”, sei apenas que não suporto mais a sala de aula.
Fui readaptado para o multimeio, no caso a biblioteca da escola Gabriel. Enfim, estou no meu habitat natural, os livros; aproveitei para elaborar alguns projetos no quesito leitura e música. Por outro lado, nesse ínterim, li dois livros que merecem serem analisados suscintamente, pois trata das mazelas da existência humana, a crise que a humanidade trava de tempos em tempos.
Os livros “Crime e Castigo”, de Fiódor Dostoiévski, “ A Metamorfose”, Franz Kafka, clássicos da literatura universal; por terem sido escritos há tanto tempo, continuam atuais para os dramas da existência humana. Valem a pena tecer algumas reflexões sobre esses dois livros.
Em Crime e castigo, Raskólnikov, estudante pobre que abandona a faculdade por condições financeiras. Sua mãe é pobre e vive de pensão, a irmã trabalha como governanta onde é assediada por um senhor dono de terras, acaba perdendo o emprego por resistir ao assédio.
Raskólnikov desenvolve uma teoria de sua autoria, indivíduos “ordinários” e “extraordinários”. Napoleão é o personagem de suas reflexões, se Napoleão é um sanguinário e é adorado, por que eu Raskólnikov não pode matar também uma velha agiota exploradora¿ Acaba matando a velha agiota a machadadas e a irmã da velha, Lisavieta, que estava no lugar e na hora errada. A narrativa gira em torno desses crimes. Raskólnikov não demostra arrependimento por ter matado a velha agiota, mas a irmã da velha, Lisavieta. O remorso o persegue constantemente, pois não destruiu a velha ordem matando a velha, apenas um mísero elemento do sistema capitalista. O remorso o leva a se entregar, confessando o crime para a polícia.
Nas obras de Dostoiévski a dúvida e a descrença fazem parte do seu contexto, e nesse tempo-espaço o autor de “Crime e castigo” está inserido. Por isso o livro é atual, vivemos num mundo de dúvidas e descrenças, não sabemos nos dias atuais o que estar por vir, navegamos nesse mar de incertezas. O livro é um romance policial recheado de análises psicológicas dos seus personagens, prenúncio das ideias de Sigmund Freud.
O livro de Franz Kafka, “A metamorfose”, traz à tona os dramas existenciais da vida humana. Gregor Samsa é um jovem caixeiro viajante, sustenta o pai, a mãe e a irmã. Acorda pela manhã transformado em um inseto, sem poder se comunicar, a família assustada o tranca no quarto para que ninguém possa vê-lo. Com o tempo se torna um fardo para a irmã que inicialmente levava comida.
Num ímpeto de cólera seu pai joga maças no seu corpo, uma crava no seu dorso, deixando-o seriamente ferido. A irmã cansada pede para Gregor morrer, pois o mesmo está levando a família ao buraco, Gregor morre...
O livro trabalha com vários aspectos, a solidão, a alienação, reconhecimento, valores, senso de justiça...
Enquanto Gregor sustentava a família era bem quisto, a irmã sempre sorridente e receptiva a Gregor. Podemos fazer um paralelo com os dias atuais no quesito velhos na idade e os enfermos. O sistema capitalista não se interessa por aqueles que deixaram de produzir, é um fardo para o sistema, precisa eliminar como o lixo das fábricas.
Trancado no quarto perdeu a noção do mundo, isolado das pessoas por ser diferente, na completa solidão. Século XXI tantas pessoas excluídas da sociedade por questões financeiras, por pensarem diferente e se comportarem por um viés que fuja aos padrões convencionais.
São dois livros magníficos que merecem serem lidos. Não cabe aqui aprofundá-los, pois fugiria do nosso propósito, queremos apenas instigar a leitura desses dois romances, e que as pessoas tirem suas conclusões. Que a leitura do livro “A metamorfose” nos transformem, não em insetos, mas em cidadãos comprometidos com a mãe terra e com nossos semelhantes.
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
sábado, 3 de agosto de 2013
Gestão democrática escolar
A gestão escolar é a grande responsável pelos índices avaliativos da escola, sejam bons, ou ruins. É costumeiro na escola jogar a culpa nos professores, ou nos alunos. Quando a coisa vai bem, o mérito é do diretor, numa perspectiva de uma educação técnico-burocrática. A gratificação do diretor é gorda, supera em muitos casos salários de professores em início de carreira com carga horária de 200h, mas o salário é justo, se realmente os gestores façam uma gestão de qualidade.
No Estado do Ceará nos últimos tempos as eleições para diretores acontecem de maneira direta, professores, funcionários, pais e alunos escolhem seus diretores de forma “democrática”.
Quem escolhe o grupo gestor é o diretor, nesse quesito de escolha morre a democracia, pois na escolha não existe a participação dos docentes e discentes, é uma decisão individual do diretor, diga-se de passagem, que os escolhidos em muitos casos não entende nada de gestão, apenas apoiou o diretor e como prêmio uma vaga no grupo gestor.
A aprendizagem dos alunos depende muito do ambiente escolar, a escola tem que ser prazerosa. Todos na escola devem ser tratados com igualdade, respeito, acolhimento e segurança, cabe ao diretor proporcionar esse ambiente de alegria dentro da escola.
Defendo que a SEDUC avalie as escolas anualmente, principalmente o grupo gestor. Caso a escola não apresente melhorias na aprendizagem dos alunos, o diretor deve ser substituído de imediato, por que perdurar no erro durante quatro anos ¿
Na escola hoje os bons profissionais não querem mais ensinar, diante de tantos desafios o professor se sente só, pois falta a mão amiga dos gestores, muitas cobranças e pouco reconhecimento. Por isso que muitos professores brigam para compor o grupo gestor, em muitos casos ferindo a ética para chegar ao poder, não apostando no melhor para a escola.
Em muitas situações o diretor não possui o perfil para ocupar o cargo, mas as vantagens financeiras falam mais alto, pouco preocupados com a aprendizagem dos alunos. Observa-se certo amadorismo nas decisões pedagógicas, exemplos que vivencio – recuperação (paralelas) em dois dias, seis em cada dia, totalizando doze matérias, a argumentação é punitiva, quem manda ficar em tantas matérias¿, outro caso, os alunos fazem educação física no período de aulas, chegam à sala suados e cansados, como pode assimilar os conteúdos fatigados pelo calor e pelo cansaço (¿), acredito que o ideal seria no contra turno, se o aluno estuda pela manhã deveria vir a tarde ou a noite, meu modo de entender.
O gestor para cumprir seu papel na escola se faz necessário ter competência técnico-administrativa, sociopolítica e pedagógica. Nesse Brasil afora existem muitos gestores comprometidos com a educação, e os resultados aparecem nas estatísticas do IPEA, recentemente divulgado (2013).
Libâneo nos diz que “uma escola bem organizada e gerida é aquela que cria e assegura as melhores condições organizacionais, operacionais e pedagógico-didáticas de desempenho profissional dos professores, de modo que seus alunos tenham efetivas possibilidades de serem bem-sucedidas em suas aprendizagens”.
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Reforma Política Já
A Reforma Política antenada com
os anseios do povo nunca acontecerá (?), é óbvio, acabaria com os privilégios
dos políticos que a dezenas de anos se mantém no poder, enriquecendo
ilicitamente, passando o poder político de pai para filho. É uma verdadeira
dinastia de corrupção, diria que uma Reforma Política no Brasil corresponderia
a uma 'revolução política', não sai do papel, vão embromar até o povo esquecer,
pelos menos apostam nisso, pelo histórico do povo brasileiro, “brasileiro tem memória fraca”, será ?. No primeiro pronunciamento da
presidenta Dilma ao divulgar respostas para as ruas, falou de Constituinte. Causou uma série de polêmicas e críticas a
presidenta, porque a prerrogativa cabe ao Congresso Nacional. Então se partiu
para a discussão Plebiscito ou Referendo:
Plebiscito – consulta à população
é feita “antes da criação da lei”,
Referendo – consulta à população
ocorre apenas “depois” que os políticos já tiverem elaborado a lei.
Agora nada, se descobriu que não
haverá tempo mais para um plebiscito e os gastos seriam volumosos sem
aplicabilidade para as eleições de 2014. Nos acordos palacianos acharam melhor
deixar o Plebiscito para o próximo ano conjugado com as eleições. Os políticos
apostam que até lá, o povo esquecerá, a copa de 2014 será o grande sonífero
para o gigante voltar a dormir (?).
Tem-se uma profissão no Brasil
que todos almejam, é a de político. Nunca vi um político brasileiro pedir
demissão, se afastar por estresse, ou deixar a vida pública. Muitos estão com
os pés na sepultura, mas não abandonam o cargo eletivo, por que? As benesses
são muitas, melhor que tirar na mega Sena, puderas...
O que seria uma reforma política
pra valer, vamos aos fatos para entender porque a Reforma Política é repudiada
pela maioria dos políticos:
Redução salarial dos políticos e
toda forma de mordomias,
Fim do foro privilegiado,
Redução do nº de deputados e
senadores,
Obrigatoriedade dos políticos de
colocarem seus filhos em escolas públicas,
Fim do financiamento das
campanhas,
Fim do voto secreto nas votações
do congresso,
Fim da suplência de senador,
...................................................................................................................(
espaço para o leitor interagir).
Não precisa de Constituinte, nem Plebiscito, nem Referendo, ou ambos, Plebiscito seguido de Referendo, todos sabem o que deve mudar na política brasileira, tudo isso é enrolação para enganar o povo.
Por isso é quase impossível uma
reforma séria na política brasileira. O gigante acordou, mas até quando
permanecerá acordado? O povo precisa ir as ruas e não arredar o pé até haver
uma reforma política decente, que moralize a política brasileira e ponha na
cadeia os políticos corruptos. Dos “quarenta ladrões” pegaram apenas um, e o
resto? o Chefe?
Depois que escrevi esse artigo o governo federal voltou atrás e vai realizar o Plebiscito, parece que o governo federal anda perdido pelas vozes das ruas, a terceira errata na condução da Reforma Política.
Depois que escrevi esse artigo o governo federal voltou atrás e vai realizar o Plebiscito, parece que o governo federal anda perdido pelas vozes das ruas, a terceira errata na condução da Reforma Política.
terça-feira, 25 de junho de 2013
O gigante acordou, e agora, José?
De repente o gigante acorda e sai as ruas para protestar contra as sacanagens que nos últimos tempos o povo tem sofrido. As bandeiras dos movimentos são claras: contra o aumento das passagens de ônibus, contra a corrupção, contra a violência, repressão da polícia, transporte de melhor qualidade, contra os políticos, pela tarifa zero, segurança, saúde e educação. Direitos Constitucionais roubados do cidadão através da corrupção.
A conversa era que o Brasil não tinha jeito com essa juventude alienada, geração Coca-Cola, e de repente sem cornetas os jovens acordam e vão as ruas com bandeiras as mais diversas, reivindicando um Brasil decente. É um movimento atípico que não precisou de líderes, políticos, partidos, ideologias, acordaram com o toque das redes sociais, conclamando esses soldados da paz para a batalha.
“Somos os filhos da revolução
Somos burgueses sem religião
Somos o futuro da nação
Geração Coca-Cola”.
Música do grupo musical Legião Urbana.
A elite está atônita querendo compreender o que houve com esses jovens de classe média que parecia ter tudo e de repente não aceita mais tanta roubalheira no meio político. Promessas fantasiosas nos palanques eleitorais, uma vez eleitos os políticos viram às costas para o povo, fecha porta e janelas, desaparecem das ruas.
Muitos pensam que os jovens protestam apenas por R$ 0,20 centavos, esse fato foi apenas o estopim dessa revolta popular que tomou conta do país e torcemos que essas manifestações não sejam apenas pólvora virando fumaça, "geração espoleta".
Os movimentos que sacudiram a década de 60 e 70 foram manifestações ideológicas, no combate ao regime militar que teve seu valor na derrubada do regime, hoje respiramos essa democracia graças a esses jovens que doaram suas vidas por um país democrático. Os caras- pintadas no impeachment do Collor foram movidos pela mídia e pelos políticos, logo após a derrubada de Collor voltaram para casa lavar o rosto das cores verde-amarelo.
As redes sociais nos dias atuais tem um poder fenomenal, já derrubou ditadores. No Brasil tem conseguido chamar as ruas pessoas das mais diferentes classes sociais para protestar contra o descaso dos três poderes, principalmente o Congresso Nacional representado pelo legislativo. Depois do arrocho das ruas os três poderes resolveram fazer alguma coisa e parece que agora a coisa é pra valer. Mas precisa que o movimento continue nas ruas, senão tudo não passará de mais uma tentativa de reformas, se acontecer essas reformas sem a participação popular serão superficiais.
Na história do Brasil tivemos várias reformas sem a participação popular, no caso a Independência do Brasil, a Proclamação da República onde o povo assistiu bestializado.
Os movimentos mexeram com os poderes constituídos, já conseguimos a primeira vitória, a derrubada da PEC 37, os jovens não podem nesse ínterim baixar a guarda, o momento é esse por reformas que o povo tanto almeja, é agora ou nunca, jamais teremos uma oportunidade tão real como esse embate político vivido no Brasil.
A conversa era que o Brasil não tinha jeito com essa juventude alienada, geração Coca-Cola, e de repente sem cornetas os jovens acordam e vão as ruas com bandeiras as mais diversas, reivindicando um Brasil decente. É um movimento atípico que não precisou de líderes, políticos, partidos, ideologias, acordaram com o toque das redes sociais, conclamando esses soldados da paz para a batalha.
“Somos os filhos da revolução
Somos burgueses sem religião
Somos o futuro da nação
Geração Coca-Cola”.
Música do grupo musical Legião Urbana.
A elite está atônita querendo compreender o que houve com esses jovens de classe média que parecia ter tudo e de repente não aceita mais tanta roubalheira no meio político. Promessas fantasiosas nos palanques eleitorais, uma vez eleitos os políticos viram às costas para o povo, fecha porta e janelas, desaparecem das ruas.
Muitos pensam que os jovens protestam apenas por R$ 0,20 centavos, esse fato foi apenas o estopim dessa revolta popular que tomou conta do país e torcemos que essas manifestações não sejam apenas pólvora virando fumaça, "geração espoleta".
Os movimentos que sacudiram a década de 60 e 70 foram manifestações ideológicas, no combate ao regime militar que teve seu valor na derrubada do regime, hoje respiramos essa democracia graças a esses jovens que doaram suas vidas por um país democrático. Os caras- pintadas no impeachment do Collor foram movidos pela mídia e pelos políticos, logo após a derrubada de Collor voltaram para casa lavar o rosto das cores verde-amarelo.
As redes sociais nos dias atuais tem um poder fenomenal, já derrubou ditadores. No Brasil tem conseguido chamar as ruas pessoas das mais diferentes classes sociais para protestar contra o descaso dos três poderes, principalmente o Congresso Nacional representado pelo legislativo. Depois do arrocho das ruas os três poderes resolveram fazer alguma coisa e parece que agora a coisa é pra valer. Mas precisa que o movimento continue nas ruas, senão tudo não passará de mais uma tentativa de reformas, se acontecer essas reformas sem a participação popular serão superficiais.
Na história do Brasil tivemos várias reformas sem a participação popular, no caso a Independência do Brasil, a Proclamação da República onde o povo assistiu bestializado.
Os movimentos mexeram com os poderes constituídos, já conseguimos a primeira vitória, a derrubada da PEC 37, os jovens não podem nesse ínterim baixar a guarda, o momento é esse por reformas que o povo tanto almeja, é agora ou nunca, jamais teremos uma oportunidade tão real como esse embate político vivido no Brasil.
quinta-feira, 30 de maio de 2013
Cada escola tem o diretor que merece
As eleições para diretores do Estado do Ceará deixaram de ser um exercício democrático, dentro de uma perspectiva cidadã, dentro da minha experiência na Escola Gabriel Epifânio dos Reis, Icapuí. O período eleitoral se transformou em politicagem dentro da escola, os grupos privilegiados dentro da escola juntamente com o grupo gestor usam a direção para amedrontar os professores e funcionários que prestam serviço, os mais frágeis da escola, obrigando-os a votarem no diretor que exerce o poder no momento.
Os verdadeiros objetivos das eleições para diretor há muito
tempo se transformaram em política partidária. Alguns vereadores se metem nas
eleições para garantir que seus preteridos saiam vitoriosos para no futuro ter
esse espaço eleitoral.
Hoje as escolas do Estado abrigam funcionários fantasmas que
poucos aparecem na escola, professores lotados em setores sem operacionalidade,
professores rígidos nas notas que de repente viram papais noéis, mas são amigos
do rei, por isso protegido. Os
professores críticos que não aceitam essa situação são perseguidos pelo grupo
gestor, dificultando a vida do professor e excluindo do processo pedagógico.
Os cargos são negociados entre o grupo, não é discutido
democraticamente. O s professores que não cumprem horário na escola, que faz
corpo mole no trabalho, fica a promessa de não incomodar, deixar livre para
outras atividades políticas.
As reuniões que são feitas pelo grupo que administra a
escola no momento, não se reúnem para discutir propostas pedagógicas, mas para
descobrir os pontos fracos do outro candidato e espalhar boatos para atingir o
adversário. Estratégias são montadas para derrubar o outro grupo a qualquer
custo, “os meios justifica os fins”, na mentira, na pressão, na boataria...
Participei de duas eleições para diretor para nunca mais,
não ganhei nenhuma, porque pensei que os embates eram para discutir propostas,
que nada, usam artimanhas só vista no período do “Terror” da Revolução
Francesa, pós-revolução. Não tem guilhotina, mas tem a pressão psicológica. No
momento estou afastado da sala de aula e faço tratamento psicológico devido às
pressões dentro da escola.
As denúncias feitas via Ouvidoria não são apuradas, se dilui
no ar. O denunciante fica por mentiroso, o grupo gestor fabrica uma mentira
para desmoralizar o professor diante da CREDE, é tudo bem armado para garantir
privilégios dos que estão no poder enganando, percebem para administrar a
escola, no entanto fazem outros afazeres que não tem nada a ver com a escola.
Depois das eleições o grupo vitorioso que se encontra no
poder começa a montar os cargos numa relação vertical, para os apoiadores tudo,
e para os perdedores o pão que o diabo amassou. Professores de serviço prestado
que apoiou o outro são despachados, não recebem nem um obrigado; só diz: “bem
que te falei para ficar comigo, se tivesse estaria aqui agora trabalhando”. Os
concursados como não podem colocar pra fora, contudo dificulta no horário, na seleção de turmas, e
por mais que o professor seja competente não é chamado para compor o grupo
gestor, fica a ver navios.
Nessa história quem perde são os alunos, porque o corpo
docente fica dividido, rivais, não consegue juntar os pedaços quebrados durante
o pleito. São quatro anos de intrigas, disse não disse e a escola afundando e
os alunos também. A forma das eleições para diretores precisa urgentemente ser
revistas, a forma hoje não é democrática, o diretor que vai para a reeleição se
beneficia do cargo pressionando os professores e funcionários. Aliás, a
reeleição não é salutar para o processo de escolha de diretores, o tempo que o
diretor fica na direção, no caso quatro anos é tempo demais, acaba se
confundindo a escola com a casa dele.
As eleições que acontecerão em junho (2013) excluíram os
alunos dos primeiros anos da votação( depois de escrito esse artigo a SEDUC
permitiu que todos os alunos das escolas do Estado votem, venceu a democracia),
e, porque os alunos tem menos que três meses na escola, vale salientar que o
ano letivo no Estado do Ceará (2013), as aulas começaram muito tarde por conta
da greve, os alunos dos primeiros anos vão conviver com esse diretor durante
três anos sem terem votado, é muito errado esse impedimento no Edital.
Cabe a Secretaria do Estado, na pessoa da Izolda Cela,
moralizar as eleições para diretor, porque a forma que é feita não tem surtido
os objetivos esperados; rever alguns pontos do Edital que não comunga com a
democracia, porque excluir os alunos do pleito fere os princípios democráticos.








