"Ora homem é, acima de tudo, um ser livre e isto se manifesta e se realiza, na dimensão da práxis. Realiza-se na práxis a passagem das inclinações da natureza sensível para a razão pura. É a partir da pura razão que se deve estabelecer a norma do agir do homem”.
O filósofo Immanuel Kant (1724 - 1808) escreveu um artigo, respondendo à pergunta, o que é esclarecimento? (Aufklärung). O artigo questiona pessoas que são esclarecidas e, no entanto fogem das discussões diante do poder. Muitas vezes o cidadão possui conhecimentos sólidos, contudo não interage diante dos fatos sociais, preferem serem conduzidos pelos outros. Então, o que é esclarecimento?
Esclarecimento [Aufklärung] é a saída do homem de sua menoridade, da qual ele próprio é culpado. A menoridade é a incapacidade de fazer uso de seu entendimento sem a direção de outro indivíduo. O homem é o próprio culpado dessa menoridade se a causa dela não se encontra na falta de entendimento, mas na falta de decisão e coragem de servir-se de si mesmo sem a direção de outrem. Sapere aude! Tem coragem de fazer uso de teu próprio entendimento, tal é o lema do esclarecimento [Aufklärung]" (KANT, 2005c, p. 63-64).
É mais cômodo viver na menoridade, assim passa despercebido e consegue galgar posições profissionais para seu bem-estar, de seus familiares e amigos. Na política os políticos vivem constantemente se escondendo dos embates políticos, legislam em causa própria. Encontrar políticos em manifestações e greves é coisa rara, preferem sombra, água fresca e brisa debaixo da 'árvore do pecado' a defender o povo. Quando é para benefício próprio os preguiçosos e os covardes correm atrás do trem da alegria.
A preguiça, a covardia, o medo, o comodismo, oportunismo neutraliza os embates com o poder constituído, é mais cômodo pagar alguém para assumir esse papel de frente e ficar nos bastidores.
[...] "Não tenho necessidade de pensar, quando posso simplesmente pagar; outros se encarregarão em meu lugar dos negócios desagradáveis".
A liberdade e a autonomia são princípios que me deixa a vontade de criticar as coisas erradas, de não aceitar as ordens que vem de cima para baixo, liberdade é usar a consciência livremente, sem medo de represálias. Poucos na sociedade têm a coragem de dizer: sou livre, minha moral me permite esse estado de leveza do meu ser.
As pessoas que se encontram nesse estágio de menoridade estão em todos os setores da administração, seja pública, ou privada; na política, na justiça, na educação, nas igrejas, enfim, em todas as instâncias sociais de uma sociedade excludente.
O cidadão não pode por hipótese alguma se ausentar da participação política, é preciso ousar, como diz Kant, "ousa, atreve-te, a saber,".
Cabe a educação introduzir nas escolas desse Brasil o esclarecimento para seus alunos, para que os mesmos usufruam da liberdade tão desejada pelos seres humanos, sem liberdade somos escravos do sistema capitalista. Se formos esperar pela maioria dos políticos nunca vamos reverter essa situação de injustiça social.
É muito raro hoje instituições de classes se envolverem, o MST e CUT braço direito do PT, calados, porque fazem parte do poder. Apenas uma minoria que esporadicamente tem a coragem de pensar de maneira autônoma e independente, "Se chega alguém querendo consertar
Vem logo a ordem de cima
Pega esse idiota e enterra".
Vivemos numa sociedade que não estimula o cidadão a pensar, tudo surge prontinho, basta consumir ("todinho").
Os meios de comunicação a todo momento invade nossos lares sem permissão, nos alienando, estimulando a consumir de maneira desenfreada e sem necessidade, alimentando ilusões nas mentes fracas, através das telenovelas. É difícil não haver conhecimentos nesses tempos atuais, só que o conhecimento crítico é pouco visto e não chega para quem realmente precisa.
Tantas tecnologias que levam informação, e não saímos da mesmíssima; todos os dias nos sentamos nos bancos das praças alimentando os pombos. É triste, mas é a nossa realidade nua e crua. Para reverter esse quadro precisamos esclarecimentos críticos nas escolas, professores livres e esclarecidos.
Acredito que ninguém queira o castigo de Prometeu Acorrentado, viver eternamente preso. A liberdade é uma dádiva da natureza que precisamos conquistar todos os dias.
Vivemos numa sociedade esclarecida?
“Não, vivemos em uma época de esclarecimento. Falta ainda muito para que os homens, nas condições atuais, tomados em conjunto, estejam já numa situação, ou possam ser colocados nela, na qual em matéria religiosa sejam capazes de fazer uso seguro e bom de seu próprio entendimento sem serem dirigidos por outrem. Somente temos claros indícios de que agora lhes foi aberto o campo no qual podem lançar-se livremente a trabalhar e tornarem progressivamente menores os obstáculos ao esclarecimento geral ou à saída deles, homens, de sua menoridade, da qual são culpados. Considerada sob este aspecto, esta época é a época do esclarecimento".
A resposta de Kant no século XIX é não. E hoje? Também não, apesar de tantas facilidades, estamos numa época de esclarecimento, preferimos ser acorrentados pelo pescoço e sermos jogados no mar, pelo menos a maioria pensa assim...
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
Os grupossauros das Escolas Municipais de Icapuí
“A função da escola é ensinar as crianças como o mundo é,
e não instruí-las na arte de viver” – Hannah Arendt
O termo linguístico “grupossauros” é um neologismo criado por mim, como gosto de inovar e criticar as coisas erradas. Nem sempre compreendido pelos ditos democráticos, quando se pisa no pé grita e feio. Nesse texto reservei umas críticas à educação das escolas públicas de Icapuí, pode se passar uma eternidade fora das escolas, quando se pisa, ‘o mesmo lenga-lenga todo dia’( faz me lembrar Lenga lenga com seu triângulo, vendendo seus picolés em Canoa Quebrada), pessimismo, pessoas que ocupam o mesmo cargo a anos, sem criatividade, sem tesão pela educação.
Em qualquer escola do município são os “grupossauros” de sempre, fechados, mal-amados e donos do pedaço no qual dirigem. Entra ano e sai ano e esses grupos se mantêm no poder. São totalmente avessos ao novo e tramam contra aqueles que acreditam na educação e tentam mudar a realidade da escola. Essas panelinhas e panelões se encontram em todos os setores da administração pública. Por isso que a máquina pública não funciona, enferrujou, parou no tempo... E agora José¿
Não consigo ficar dentro da escola sem elaborar um projeto, me dói fazer a mesmíssima coisa todos os dias, ver os resultados negativos e se calar, a falta de autoridade dos professores de verem o circo pegar fogo e não reagirem. A indisciplina campeia a sala de aula e o professor não tomar nenhuma atitude, deixa a coisa rolar, “o professor finge que ensina e o aluno finge que aprende”.
Vivenciamos uma crise de autoridade, a priori na família, depois na escola e na sociedade, as leis são muitas e bem elaboradas, falta o cumprimento delas por parte da justiça que há muito tempo tirou as venda dos olhos, finge de cego para os pobres e arregala os olhos para os detentores do poder.
Retomando o assunto para não fugir dos fatos. Depois de um tempo retornei a escola Mizinha, não mais como diretor, nem professor, fui readaptado. Estou na sala de informática, meu diagnóstico da sala: internet a passos de tartaruga, poucos computadores e falta de ESPERANÇA..., não tem sentido uma sala de informática sem internet, dois funcionários com 300h., amarrados pelas mãos.
Elaborei um projeto e vou apresentar aos gestores da escola para melhorar a aprendizagem dos alunos a partir do uso da tecnologia. A primeira etapa é colocar uma internet de vergonha dentro do ambiente escolar para os alunos acessarem a internet com seus celulares ( professores vão chiar e digo, autoridade na sua sala professor!), notebooks, tabletes e smartphones pela via WI-FI no ambiente escolar, livre para os alunos e professores acessarem seus aparelhos tecnológicos pela internet.
A segunda parte do projeto é adquirir 50 tabletes para serem trabalhados nas salas de aulas pelos professores em pesquisas escolares. Os tabletes ficarão na escola e sairão da sala de informática previamente agendados pelo professor, todo cuidado é pouco.
Os professores precisam se capacitar em termos tecnológicos, inserir nas redes sociais e dentro desse contexto, usarem esses meios para melhorar a aprendizagem e tornarem as aulas mais atrativas. Nos dias atuais a maioria dos alunos possuem celulares com Internet, o que falta é explorar esse meio tão popular chamado celular com suas redes sociais.
Muitos profissionais da educação estão perdidos com as inovações tecnológicas, muitos não sabem nem desligar um computador. Cabem as Secretarias de Educação capacitar essas pessoas que estão à margem da tecnologia. Não é legal excluir ninguém do processo educacional, a não ser que o profissional não queira, aí não pode se sacrificar uma “revolução” por conta de uma minoria que teima em fazer educação como nos tempos dos nossos avós, onde a palmatória comia de esmola e tínhamos uma educação excludente, só para os ricos.
Faz-se urgente uma revolução na educação, acabar com esses “grupossauros” das escolas, injetar sangue novo(jovens esperançosos) nas veias da Educação Municipal de Icapuí, acredito nas crianças que estão por vir, que já viram a luz do dia, essa minha geração, com exceções, já foram infectados pelo sistema, tem pouco a oferecer à educação. Nesse desfecho desse artigo recorro à teórica política Hannah Arendt: “A educação é o ponto em que decidimos se amamos o mundo o bastante para assumirmos a responsabilidade por ele”.
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Castorina Pinto do Aracati
A "rainha dos
apelidos" nasceu no Aracati no dia 24 de janeiro de 1883, filha de
Francisco do Carmo Pinto Pereira e Cândida Chaves Pinto. Uma família de dezesseis
irmãos. A única mulher da prole,
Castorina Chaves Pinto.
Apesar da idade sempre foi uma
pessoa alegre, de bem com a vida. Quem teve o prazer de conhecer Castorina
Pinto, saiu da cidade de Aracati com boas referências do lugar, ou com um
apelido bem dado.
Ficou famosa no Brasil por seus
apelidos inteligentes, vale ressaltar que os apelidos de Castorina Pinto não
tinham como objetivo denegrir a imagem de ninguém; era uma maneira de fazer
humor para agradar os visitantes que vinham para o Aracati. Muitos viajantes
vinham conhecer Castorina Pinto para serem batizados por ela, através de um
apelido.
Há muitas controvérsias em
relação aos apelidos, alguns afirmam que quem botava os apelidos era seu irmão
Teófilo Pinto, proprietário do restaurante na Rua Grande, onde hoje funciona o
museu jaguaribano, uma coisa é certa, os dois gostavam de colocar
apelidos. Castorina era mais reservada,
respeitava mais as autoridades, já Teófilo, não perdoava ninguém. Afinal, quem ganhou
fama foi Castorina Pinto.
Alguns apelidos merecem ser
lembrados:
- Dom Manuel de Silas Gomes,
"bolo enfeitado",
- Dom Antônio de Almeida
Lustosa, "envelope aéreo",
- Dom Hélder Câmara,
"pombinha do céu",
- louro baixote, “prego
dourado",
- cel. Dr. Querubim Chagas -
"noite ilustrada",
- filho de Querubim Chagas -
"suplemento da noite ilustrada"
- juiz de cabeça grande -
“cabeça de comarca",
- rapaz difícil de casar -
“cédula falsa",
- coxo - "pé de
vírgula",
- David Bastos, “cabeça de
queijo do reino".
Um viajante que desafiou
Castorina Pinto..., sairia do Aracati sem apelido, se 'escondia' no hotel do
seu irmão Teófilo Pinto, olhava nas frestas das janelas, não teve jeito, saiu
com o apelido "rato de gaveta".
Cada apelido se encaixava com
mestria, dentro dos aspectos materiais e físicos. Dom Manuel, eclesiástico, por
desfilar pelas ruas do Aracati muito pomposo levou o apelido de "bolo
enfeitado", Dom Antônio muito magro levou o apelido de "envelope
aéreo" e assim sucessivamente, todos os apelidos pegavam de imediato e
eram certeiros.
Castorina Pinto durante muitos
anos trabalhou na Prefeitura de Aracati, se aposentou na gestão de Ruperto
Porto. Aos domingos e festividades religiosas fazia a coleta das ofertas, todos
que frequentavam a igreja sempre levavam uns trocados para não verem o olhar de
censura e a língua afiada de Castorina Pinto.
Castorina Pinto nunca casou e
não teve filhos, adotou uma menina, Maria Pinto, chamada por “Bébé”. Passou o
resto da sua vida em Fortaleza na Rua Franklin Távora, não morreu na míngua,
como alguns pensam, mas numa casa modesta e vivendo de pensão. A fama não lhe
rendeu recursos financeiros, mas nunca perdeu a alegria de viver, sempre
recebia visitas com muito bom humor e um cafezinho bem servido para relembrar
os velhos tempos que trabalhou na prefeitura do Aracati.
Muito falante e desenrolada,
falava pelos cotovelos, é tanto que Chico de Jane, dono do bar "amansa
sogra" dizia, Castorina bebeu água de chocalho, Castorina replicava, nasci
numa 'noite de trovoada'.
A rainha dos apelidos se calou
no dia 26 de setembro de 1966, aos 83 anos, na cidade de Fortaleza. A revista
“O Cruzeiro" fez uma cobertura jornalística da sua morte. Restam à nova
geração resgatar do esquecimento essas pessoas ilustres do Aracati que hoje
fazem parte do folclore aracatiense. "Um povo sem história, é um povo sem
memória".
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Reforma Política apenas no discurso demagógico
A sociedade brasileira é muito contraditória: os fatos acontecem de acordo com interesses individuais, partidários e através da gula pelo poder. Seria interessante que as mudanças no Brasil se dessem dentro do processo histórico, dialeticamente. As mudanças, quando acontecem, são tímidas, lentas e capengas; por isso, as leis caducam cedo.
Vale a pena exemplificar a partir da escravidão no Brasil.
A Lei Áurea foi sancionada em 13 de maio de 1888, pela princesa Isabel, muitos escravocratas tinham libertados seus escravos, vez que tinha-se tornado inviável mantê-los; desse modo, muitos países há décadas já tinham libertado seus negros. Uma Lei que não contemplou o negro na sua integridade (corpo e alma); foram deixados à mercê da própria sorte. O Brasil foi o último país do continente americano a acabar com a escravidão negra.
O país há séculos patina na maionese e não tem coragem de fazer uma reforma política séria. Os políticos temem perder seus privilégios, daí que a corrupção galopa veloz e os mais prejudicados são os mais pobres. É muito óbvio - quem mama não quer largar as tetas do Estado, querem se perpetuar no poder. Não acredito numa reforma política séria vinda destes atuais grupos políticos e muito menos acredito no povo que se move de acordo com as emoções, ou pelo bolso, embora passe anos na peia, preferindo vender seu voto a apostar no novo.
Muito dinheiro é desviado dos cofres públicos e ninguém é punido no rigor da lei, e muito menos devolve o que foi roubado do erário. Uma coisa é certa: o Brasil ainda não quebrou porque é rico em recursos naturais. A roubalheira é histórica, vem desde o 'descobrimento'do Brasil.
A própria justiça não cumpre seu papel, fica à mercê de políticos poderosos; vejam a situação de Joaquim Barbosa. Quem nomeia os homens da lei são os políticos; assim, fica complicado um Ministro da Justiça agir com liberdade.
De FHC até agora, se fosse recuperado o que foi roubado e investido em causas sociais, o Brasil teria outra cara. Ora, o Brasil é um país emergente, com síndrome de gigantismo,"gigante pela própria natureza", se dá ao luxo de bancar uma copa do mundo financiada pelo Estado - é muita ousadia, pra não dizer irresponsabilidade. Agora não adianta chorar pelo leite derramado.
Nós, brasileiros, queremos educação de qualidade, saúde para todos e muita paz. Isso é o que importa e nos engrandece como cidadãos. Vamos torcer pela Seleção Brasileira, mas não esquecer que esse ano de 2014 é um ano eleitoral, que não sirva de alienação para o Povo, como já serviu na copa de 70, quando o Brasil foi tricampeão do mundo. Enquanto o povão comemorava nas ruas, muitos sofriam torturas nos porões da ditadura militar.
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
Análise social a partir do Mito da Caverna de Platão
Segunda-feira (21/11) dia de nosso Senhor Jesus Cristo, acordei com uma dor de cotovelo medonha, não por mulheres, mas por umas aulas que tive no Seminário (Marista) de filosofia. Uma aula muito interessante foi a reflexão do Mito da Caverna de Platão. Na época minha visão era metafísica e religiosa cristã. Infelizmente minha visão política não era tão aguçada como hoje. Aproveito agora para analisar a política e as redes sociais a partir da alegoria da Caverna de Platão, para vermos como esse Mito hoje em dia é tão atual.
Um breve resumo do Mito para o leitor se situar na discussão: “Imagine uma caverna e dentro dela pessoas que nasceram e cresceram nesse espaço, todos acorrentados e presos do mundo exterior. Na caverna apenas uma fresta por onde passa um feixe de luz. Os seres só vêem a parede da caverna e nela sombras e vozes, pensam que essas sombras advindas do mundo exterior são reais. Um dos homens consegue fugir e ir de encontro com o mundo exterior, em contato com o mundo exterior percebe que tudo que via na parede eram apenas sombras e fantasias. Caso ele decida voltar à caverna para revelar aos seus antigos companheiros a situação extremamente enganosa em que se encontram, correrá sérios riscos - desde o simples fato de ser ignorado até, caso consigam, ser agarrado e morto por eles, que o tomaram por louco e inventor de mentiras. Eis o grande dilema de quem tenta conscientizar o povo...
Meus escritos nem sempre são compreendidos e muitas vezes ameaçado por represálias, e até perseguido por pessoas que estão no poder e não aceitam críticas. Numa democracia os governantes precisam aceitar essas críticas, que advêm de quem pensa de modo diferente. Já imaginou se todos os seres humanos pensassem de um modo só, o que seria de nós mortais? O belo da democracia é permitir pensamentos múltiplos, alternância no poder e oportunidades iguais para todos, sem nenhum tipo de preconceito. Nem tudo que escrevemos é verdadeiro, mas no meio de tantos escritos, existe uma vontade de acertar e conscientizar a massa para perceberem que existe um mundo exterior sem alienação, palpável aos sentidos.
Quando me defronto com a mídia audiovisual recordo da Alegoria e vejo tantas pessoas acreditarem que o que vêem na TV é verdadeiro, tanto nos telejornais, novelas, documentários, falas de políticos, programas dos partidos políticos com suas mentiras, anúncios dos governantes tentando enganar o povo. É uma pena que nem todo mundo teve a oportunidade de uma formação filosófica e a própria escola não prioriza essa disciplina, por isso tantos cegos em nossa sociedade, pensando que o mundo é feito por sombras.
Os políticos são os mais mentirosos: apresentam para o povo apenas sombras e muitas acreditam que o mundo real é esse propagado por políticos que enganam o povo em benefício próprio. Sobem no palanque e discursam com uma oratória que se dilui na primeira brisa; vejo a platéia como os prisioneiros da caverna que pensam que tudo que eles falam é verdade.
De modo geral a sociedade capitalista é uma grande enganação. A sociedade é um grande telão onde é apresentado ao público aquilo que interessa aos grandes grupos econômicos que não tão nem aí para povo - natureza, esperança, futuro... O que vale é o lucro imediatista.
As redes sociais, com a propagação da Internet, é a grande ilusão. No fundo as pessoas gostam disso, porque o sofrimento é menor. Nem todos nasceram para encarar a realidade nua e crua. Como dizem os mais velhos (sábios), é preciso sangue no olho para encarar a vida. De todos os segmentos da sociedade não existe um tão maléfico como as redes sociais, sem menosprezar o lado bom das redes, mas existe muita mentira por trás dessas redes que fazem de tudo para enrolar o povo.
O Mito da Caverna foi uma alusão ao Filosofo Sócrates que tentou conscientizar a juventude de seu tempo e foi morto, acusado de corromper a juventude. Hoje tantos mártires tentam lutar por uma sociedade mais justa e acabam mortos pelos que detêm o poder político e econômico; mas... a luta continua. Só abandonam a luta os covardes e os interesseiros.








