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domingo, 25 de fevereiro de 2018

Parabéns, escola Carlota Tavares de Holanda





A rede Municipal de Educação de Icapuí está de parabéns pelos resultados que vem alcançando no Estado do Ceará.  Nesse artigo vou me deter na escola Carlota, pois tenho propriedade de falar, sou gestor da mesma.
No ano de 2017 os esforços foram inúmeros para alavancar a qualidade da educação da escola Carlota. Não conseguimos ser a escola nota 10, mas os esforços foram feitos com afinco para que esse resultado fosse alcançado. Os profissionais se doaram como monges beneditinos nos afazeres pedagógicos. Contudo, há gargalos que não depende só da escola. Temos dois 5º anos que são problemáticos no quesito do acompanhamento familiar. A escola sem o apoio dos pais não consegue melhorar os índices de aprendizagem. Muitas famílias desestruturadas, pais ausentes da formação dos filhos. Pais que só aparecem na escola no dia da matrícula, ou quando chamados por indisciplina dos filhos. Pais que entregaram os pontos e perderam a autoridade perante os filhos. Pais que desabafam dizendo: “não tenho mais o que fazer com esse menino”. Se os pais desistiram da labuta da formação dos filhos, fica difícil para os professores e o grupo gestor incutir nesses alunos a aprendizagem.
Os alunos do 9º ano da comunidade sempre se dão bem nas provas externas e internas, no entanto, recebemos alunos de outras Comunidades e nem sempre esses alunos estão alinhados na aprendizagem com os alunos da escola Carlota. Acredito que essa turma que foi para ensino médio da escola Gabriel vai brilhar nesse ano de 2018. Uma turma muito consciente que sabe que a aprendizagem é o trampolim de um futuro promissor.
Se a escola Carlota tivesse do 1º ao 4º ano, teríamos ganhado o título de escola nota 10, porque o desempenho dos alunos do 2º ano foi 10. Pelo trabalho feito na escola considero meus professores heróis da educação, não é fácil fazer educação diante de tantos obstáculos que o professor tem de enfrentar no dia a dia. Um país (políticos) que não valoriza a educação, uma sociedade que valoriza mais um jogador de futebol do que um professor. Fica difícil o professor acreditar na educação, mesmo nessa conjuntura caótica, o professor não desiste da luta.
Vamos continuar apostando que a educação é viável. Um meio de ascenção social. A nossa missão em 2018 é convencer os pais no acompanhamento educacional dos seus filhos e mostrar para os alunos a importância da educação como futuro promissor. “Sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade”.
Professor: Wellington Pinto.







quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

De olho na educação Cidadã






De olho na educação cidadã


Em pleno século XXI ainda temos educadores, melhor dizendo, professores que veem a aprendizagem entre quatro paredes e amarrado na nota. O aluno bom é aquele que só tira 10, e sabemos que notas não mede conhecimento de ninguém, temos o Cipriano Luckesi para comprovar o que afirmo.
Quando o professor se amarra no quesito notas, sem perceber faz o jogo da elite dominadora que não tem interesse que filho de trabalhador estude. Nessas últimas décadas os governos de esquerda no Brasil tiveram um olhar para as classes menos favorecidas, facilitando a entrada dos pobres no meio acadêmico; proporcionou maior mobilidade na pirâmide social e isso incomoda nossas elites que veem pobres como mão de obra assalariada.  
Uma educação que se preze não pode se restringir ao quesito resultados frio e calculista, mas buscar junto aos resultados o crescimento do aluno nos mais diversos espaços que a educação hoje nos oferece. O uso da tecnologia veio para ficar no nosso cotidiano. O professor deve usar essa ferramenta como meio de aprendizagem. Mostrar para seus alunos que o celular não é apenas uma ferramenta para acessar as redes sociais e postar fotos nos mais variados ângulos, os selfies muito em moda agora. O celular pode ser um instrumento de pesquisa científica em sala de aula, fomentando a aprendizagem de maneira inovadora.
Um ambiente limpo, arborizado e com jardins enche os olhos de muita paz aos visitantes. Num mundo de tanta violência esses espaços de tranquilidade fazem as pessoas desarmarem do dia a dia, refletirem e admirarem o belo. Numa escola que oferece um ambiente de muito verde ajuda os alunos a se concentrarem e assimilarem os conteúdos com mais facilidade.  
Uma escola que se preze deve garantir aos seus alunos momentos culturais. O teatro, a dança, a música, gincanas culturais, visitas a museus, a parques ecológicos, sítios arqueológicos e tantos outros mais espaços culturais.   Professor que só preza por quatro paredes, giz e apagador estar fora de moda, precisa urgentemente se capacitar para entrar no século XXI.
O esporte é saúde. É uma válvula de escape das tensões provocadas pela “fábrica de hormônios” dos adolescentes. Quando essas tensões são mal direcionadas os jovens correm sérios riscos de se envolverem com drogas. Na minha geração no colégio marista de Aracati a disputa para entrar à tarde na escola era uma corrida alucinada. No interior da escola marista se praticava todo tipo de esporte. Quem foi aluno marista sabe bem do que estou falando. Hoje nas escolas só se ver a brincadeiras de queimadas. A prática de outras atividades esportivas não se ver. Quando os alunos vão participar de atividades esportivas em outras escolas é um deus me acuda, parece que a bola que jogam é quadrada.  
Enfim, a educação cidadã não se resume apenas a resultados, no caso só notas. As notas são importantes dentro do nosso contexto educacional. No entanto, focar apenas em notas não prepara o cidadão para a sociedade de hoje.  O mundo de hoje é muito complexo, o leque de desafios são imensos. Só uma educação desafiadora é capaz de preparar os alunos para a sociedade tecnológica atual.



Professor: Wellington Pinto


quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Não sou PT, sou povo, quero Lula de novo

Nesse ano (2018) teremos eleições para diversos cargos eletivos. Pelo andar da carruagem o ex-presidente Lula não será candidato a presidente. A elite vai encontrar artífices para prendê-lo. Na visão da elite Lula solto oferece perigo para os planos dos grupos econômicos que estão à espreita de continuar metendo a mão nas riquezas do Brasil. Essas atitudes de alijar do pleito nomes “apequena” a nossa sofrida democracia.
Pelas pesquisas do Datafolha o ex-presidente Lula vence em todos os cenários propostos pela pesquisa. A elite retrógada tem se debruçado de afastar Lula do páreo eleitoral, e tudo indica que conseguiram mais uma vez dar o golpe na democracia. Apesar dos tropeços do PT e do próprio Lula, não podemos negar que os pobres tiveram vez e voz pela primeira vez na história.

As nossas elites carcomidas não suportam de verem o povo independente, de cabeça erguida e sonhando. Vale ressaltar que nossa elite tem raízes escravocratas. As elites foram criadas na Casa Grande e o povo na senzala (visão de Gilberto Freire), longe do povo, sombreados pelo poder dominante e mamando nas tetas do Estado.
O Cidadão folear os livros de história do Brasil vai entender que os fatos históricos se repetem hoje com novos personagens no cenário político. Os bons políticos são isolados da política pela mídia. E os maus apadrinhados pela grande mídia ascendem ao poder vindo do nada. A eleição de Collor de Mello é um exemplo cabal como o poder da Rede Globo ultrapassa os limites da sensatez.

A história do Brasil mostra para o cidadão como as elites se mexem no tabuleiro para conseguir o poder quando ameaçadas. Jânio Quadros foi eleito com uma votação estupenda para presidente, do nada renunciou. O vice “Jango” assume. O novo presidente não era confiável das elites e ainda por cima tido como amigo do comunismo. Para conter os poderes de Jango criaram o parlamentarismo. O parlamentarismo não se sustentou e o presidencialismo retornou. As elites abaladas pelas propostas de Jango tramaram um golpe de estado com os militares e forças mais conservadoras do país. Jango foi deposto e partiu para o exílio. Os anos de ditadura no Brasil dispensam no momento comentários.
Agora, vejo isso de novo no Brasil, na democracia dita sólida. Parece que as lições do passado não foram suficientes para entender que com a democracia não se brinca. O risco de eleger um oportunista como Bolsonaro é real. A história nos ensina que toda vez que o povo fica desperançoso com os políticos corremos o risco de colocar no poder um louco, no caso de Hitler na Alemanha nazista.

O problemas dos nomes éticos para a política é de não serem ouvidos, acreditados pela população, que tanta porrada não acreditam mais em ninguém. É aí que mora o perigo. O povo achar que todo político é corrupto.

O povão pela baixa escolaridade e pela dependência econômica não percebe o jogo político das classes dominantes. Necessitamos de uma educação crítica nos moldes do pensamento de educador Paulo Freire.

Assim perpassa 500 anos de história e pela primeira vez na era Lula-Dilma o povo foi senhor da sua história. Não nego a roubalheira de figurões do PT que foram cooptados pelo poder financeiro. No entanto, não podemos negar que houve um trabalho social de envergadura que estar sendo destruído pelo Temer.

No passado os grandes impérios invadiam militarmente outras nações em busca de riquezas. Hoje a sistemática de dominação é outra, é mais sutil e menos dispendiosa. É melhor cooptar políticos corruptos do Brasil e apertar as mãos de agentes da “justiça” desonestos em encontros sociais para eliminar os opositores do capital internacional de olho nas nossas riquezas (pré-sal, água potável, minérios estratégicos...). Usando essa tática é mais fácil se apoderar das nossas riquezas sem disparar um tiro, por isso temem um presidente eleito com viés nacionalista e desenvolvimentista (sustentável).
A sorte foi lançada (2018), cabe ao cidadão separar o joio do trigo. 


Professor: Wellington Pinto.
Depois de um tempo sem escrever, voltei a ativa.

domingo, 11 de junho de 2017

Acredito na educação, apesar dos percalços




Nos meus escritos tenho repetido enfadonhamente uma reflexão. Quando fui aluno, seja no ginasial, científico, e mesmo na faculdade, presenciava fatos praticados por professores que me deixava atônito. Professores rabugentos, mal-humorados e frustrados pela profissão de professor. Vale ressaltar que esses mortos-vivos em sala de aula eram minoria, do contrário, não estaria eu enveredado pelos caminhos espinhosos da educação brasileira. Pensava: meu deus, no final de carreira serei um professor sem vida? Frustrado? Desesperançoso? Sem criatividade? O tempo tem provado o contrário. A minha marca é a vontade de fazer as coisas acontecerem na escola com alegria e muita criatividade.
No momento estou como diretor, mas sou ciente que sou professor. Acredito piamente que a educação é uma grande catapulta de ascensão social. Não existe mágica, é preciso estudar para garantir um futuro promissor.
Nas escolas vejo professores acomodados, alguns perderam a vitalidade pela educação. Nos corredores das escolas reprovam o riso dos alunos e veem como coisa proibida. Na escola estão apenas cumprindo tabela, na espera da aposentadoria e na pior das hipóteses esperando os proventos do final do mês. É assustador ver muitos jovens que há pouco tempo iniciou a profissão de professor e já estão com o motor batido. Na atual conjuntura educacional, na qual os pais transferiram suas obrigações de casa para os professores não é fácil aguentar o tranco na escola no dia a dia.
Os professores pessimistas são aqueles que não fazem praticamente nada, apenas as obrigações cotidianas, a rotina. E muitas vezes atrapalham os que querem cuidar da escola, pois, os otimistas acreditam que apesar de tantas dificuldades é possível fazer uma educação de qualidade.
Aos jovens que almejam a educação pense bem, a profissão tem flores e espinhos, nem sempre as pétalas são perfumadas. Não almeje a educação pensando que é um caminho mais fácil para se adquirir uma profissão e inserir no mercado de trabalho. Pior castigo não há para aqueles que possuem uma profissão e não gostam do que fazem. Como diz o nosso povo, é tirano! É morte prematura.




sábado, 15 de abril de 2017

A educação como práxis revolucionária


Quando iniciei a lecionar sempre me preocupei no final de carreira “ser um professor careta”, avesso às mudanças pedagógicas. Hoje perto da aposentadoria e vendo professores jovens  inertes as transformações dentro da escola me sinto  um garoto na postura de educador.
É mais cômodo ficar na zona de acomodação.  No passado a desculpa era o salário [realidade], hoje, não percebemos, ou não queremos o ideal de ser-educador na práxis pedagógica, no entanto, a vida do professor tem melhorado nesses últimos anos pela luta da categoria. A letargia do professor na escola é por falta de motivação interior. Sempre negativo as inovações, chegando ao ponto de atrapalhar o PPP da escola. Não são apenas os mais velhos em fase de aposentadoria, até os mais jovens que começaram a ensinar nesses dias não tem mais tesão pela educação.  Nesse cenário de desesperança quem perde são os alunos, a escola e a própria sociedade.
No meu caso a idade não impediu de acreditar que a educação é um caminho seguro para transformações sustentáveis e seguras na sociedade.  Optei como bandeira de luta a educação. No passado as ideologias me fascinaram, marxismo, marxismo-leninismo, trotskismo, ideias esparsas de Gramsci e tantos outros. Nenhum deles me satisfez minha ânsia de curiosidades. Somente a educação preencheu meu vazio  histórico.
Esse desejo de querer mudar as coisas em tempo recorde faz parte do meu  EU psicológico. Vislumbro a escola como um espaço que bem trabalhado pode trazer resultados positivos para a sociedade.  Por isso aposto de corpo e alma na escola na qual dirijo. Vale ressaltar que uma andorinha só não faz verão. É preciso trazer a equipe para o Projeto Político Pedagógico da escola Carlota Tavares de Holanda. Não é fácil conseguir, mas vale a pena tentar. Os que vestirem a camisa da educação e forem para o campo é uma conquista,  essa postura de mudança estimula os que ficam olhando de camarote.  Cada pessoa tem uma maneira diferente de caminhar, o importante é não deixar as pessoas paradas, pois, corre o risco de criar raízes e isso não é bom para a educação.
Os desafios hoje na escola são tantos que às vezes duvidamos da nossa capacidade de gerir [pais omissos, alunos desestimulados, recursos financeiros não suficientes, entraves burocráticos dos recursos financeiros, insensatez dos políticos diante da educação...]. Não é fácil para quem quer trabalhar na escola, cruzar os braços e deixarem as coisas acontecerem é cômodo, porém, meter a mão na massa é para poucos, os corajosos, sonhadores e educadores...

Os que pretendem vir para a educação sejam bem vindos, mas fique ciente que lecionar não é tarefa fácil. Principalmente hoje, os alunos não querem perceber que os estudos é a única ferramenta de ascensão social para as classes pobres desse Brasil. Quem conseguiu ascender socialmente na cidade de Icapuí foi através dos estudos.  Não existe vara de condão e não vivemos em estórias de contos de fadas. Vivemos numa realidade nua e crua, vale quem tem, e só pode TER quem almeja os estudos como trampolim para um futuro-promissor.
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